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Idioma PT EN

Balba Bossa apresenta

A Saga de Toninho Sagatiba

Comédia dramática em forma de falso documentário. Piloto de 7min46, e 8min45 com créditos. Brasil, 2026.

Toninho Sagatiba desceu a ladeira da Zona Norte de São Paulo e não voltou. Quem ficou jura ter conhecido ele, e cada um conta uma vida inteira diferente.

Cartaz de A Saga de Toninho Sagatiba: o retrato frontal de um homem reproduzido em retícula grosseira de jornal, denso no meio do rosto e rareando até desaparecer no papel, sobre um campo enorme de papel envelhecido, com o título embaixo.

O piloto

A vinheta de abertura, 34 segundos, tirada do próprio piloto.

O piloto tem 7min46 e está realizado. Ele não foi publicado em plataforma aberta, porque isso queimaria a janela de ineditismo em festival.

A cópia de visionamento sob senha ainda está para ser emitida, e é enviada pela produção junto com o material de imprensa.

Curadoria de festival e imprensa Comprador, coprodução e licenciamento

Sinopse

Toninho Sagatiba foi o homem mais falado de uma Zona Norte que talvez nunca tenha existido assim. Ninguém conta a mesma vida dele duas vezes. Um dia, do nada, sumiu. No piloto, seis pessoas que ficaram sentam na frente de uma câmera para contar quem ele era. Bubu, a mãe. Bianchi, do botequim. Claudin, do portão 43, que cobra três pessoas durante o próprio depoimento. Penugi, cinquenta anos de amizade. Palanque, da igreja. Paráda, da praça. Cada um lembra de um Toninho inteiro e diferente, e lembra com certeza absoluta. Ninguém concorda nem sobre o ano em que isso aconteceu.

Os seis

  • Bubu, mãe de Toninho Sagatiba, fala com o cigarro na mão na sala de casa, diante da parede de retratos.

    Bubu

    A mãe. Chama o filho de Carlinhos, ninguém explica por quê, e ela nunca é perguntada. Foi ela que ligou para a televisão, porque acredita que televisão acha gente.

  • Bianchi, do botequim, sentado à mesa com o chope diante da câmera.

    Bianchi

    O botequim. Conta a mesma noite com detalhes diferentes toda vez, e começa tudo com "não é que eu queira falar". Não deixa ninguém sentar na mesa quatro faz mais de vinte anos.

  • Claudin, vizinho do portão 43, com o morro e a cidade abertos atrás dele.

    Claudin

    O portão 43. Cobra três pessoas durante o próprio depoimento e sabe o nome de todo mundo na rua. Guarda um caderninho de dívidas em que sobrou uma página.

  • Penugi, cinquenta anos de amizade com Toninho, à mesa do bar cheio.

    Penugi

    Cinquenta anos de amizade, contados com vocabulário de trabalho: turno, expediente, formatura. Descreve a primeira noite dos dois com precisão de manual e não consegue dizer o ano.

  • Palanque, da igreja, em silêncio diante da câmera, com a imagem de um santo ao fundo.

    Palanque

    A igreja. Não sorri em nenhum momento da série, nem quando todo mundo ri. Rezou pelo Toninho todo santo dia durante trinta anos, e parou no ano passado.

  • Paráda, parceiro de música, com o violão no colo, na praça onde toca.

    Paráda

    A praça. Diz que as músicas são do Toninho na mesma frase em que diz que são dele. Afina o violão no meio das frases mais importantes.

Na primeira temporada sentam mais quatro: uma cabeleireira, o filho do agiota, um ucraniano de oitenta e um anos e uma mulher de Guarulhos. Seis no piloto, dez depoentes na temporada 1, e um ator em todas as vozes.

Formato

Título
A Saga de Toninho Sagatiba
Gênero
Comédia dramática em forma de falso documentário de depoimentos. Causo brasileiro.
Duração
Piloto realizado de 7min46. Cópia com créditos e cartela de transparência, 8min45. Episódio de série de 26 minutos.
Temporada
Primeira temporada desenhada em 8 episódios de 26 minutos, com dez depoentes, seis deles já no piloto. Um anfitrião e uma entrada nova por episódio. Episódios autocontidos, com arco de acúmulo por baixo. Cinco temporadas mapeadas, sem teto de desenho.
Elenco de vozes
Um ator, onze vozes. Dez depoentes e uma figura que fala sem depor.
Idioma
Português do Brasil, com sotaque e sintaxe da Zona Norte de São Paulo.
País e ano
Brasil, 2026.
Produtora
Pichorra Filmes, São Paulo. Balba Bossa, um braço da Pichorra Filmes, assina na tela.
Status
Realizado, não finalizado. Corte fechado, 466,541667s, 3840x2160, 24p. Lettering nativo em 4K, cartela de abertura e cartela de título aplicadas. Correção de nível no bloco do Paráda, tratamento de som pontual e as duas imagens de arquivo já inseridos. Arquivo de entrega ProRes 422 HQ. Créditos finais e cartela de transparência sobre o uso de inteligência artificial aplicados em cópia própria, de 524,917667s, com o arquivo anterior preservado ao lado. Uma correção de nível no bloco da Bubu segue pendente. Bíblia de série e apresentação de série escritas. Mapa da temporada 1 e escaletas dos oito episódios escritos.
Materiais disponíveis
Piloto realizado, 466,541667s, 3840x2160, 24p, com arquivo de entrega ProRes 422 HQ. Cópia com créditos finais e cartela de transparência sobre o uso de inteligência artificial, 524,917667s. Cartaz e sistema de formatos, do 2:3 de impressão à cartela de título. Dezesseis imagens fixas em resolução de impressão, 3840x2160, com legenda e crédito. Prévia cortada do próprio piloto, em três formatos. Bíblia de série e apresentação de série. Todo o material público em português do Brasil e em inglês.
Legendagem
Cópia com legenda em inglês queimada, que é a exigida por parte dos festivais internacionais: em produção. Legenda para surdos e ensurdecidos em português e legenda em inglês, em arquivo separado: em produção.
A emitir
Cópia de visionamento sob senha.
Classificação prevista
14 anos.
Público
Núcleo primário de 28 a 49 anos, classes B e C, capitais e regiões metropolitanas, com consumo alto de comédia brasileira em streaming. Núcleo secundário de 50 a 70 anos, que entra pela memória de bairro e fica pelo humor. Núcleo de expansão de 18 a 27 anos, que transforma depoimento em corte vertical. Todo bairro do Brasil tem o seu Toninho, e é isso que faz a série viajar.
Posicionamento
Uma comédia de depoimento sobre um bairro que não consegue parar de contar um homem que talvez não tenha existido.
Comparável nacional
Choque de Cultura, pela prova de mercado: personagem de formato falso, poucos intérpretes, que virou fenômeno de circulação e depois virou série.
Janela principal
Streaming premium nacional, temporada completa. Faixa adulta noturna.

A série não precisa de um arco novo por temporada. Precisa de gente nova lembrando.

Como foi feito

As vozes são reais.

As vozes deste filme não foram escritas. Foram gravadas.

Antes de existir qualquer projeto, Ulisses Balbino mandava mensagem de voz para os amigos improvisando o Toninho Sagatiba e a turma que jurava ter conhecido ele. Sem roteiro, sem take dois, sem intenção de virar filme. Era piada entre quatro pessoas, gravada no celular, no meio da rua, com o barulho de São Paulo por trás. Os depoentes nasceram ali, em improviso, um por vez, ao longo de meses.

A série é o que aconteceu quando essas gravações ganharam corpo. Os rostos, os corpos, a ladeira, o botequim, a praça, a igreja e todo o material que aparece como arquivo de época foram criados com inteligência artificial generativa, e a sincronia labial foi montada em cima da fala original, respeitando cada gaguejo, cada risada engolida, cada frase que o improviso deixou pela metade. Nada foi corrigido para ficar mais limpo. O que soa torto no áudio continua torto na tela, porque é ali que mora a graça.

A escolha é essa: a atuação é inteiramente humana e a imagem foi construída para servir a ela. A tecnologia não inventou nenhum personagem. Ela deu endereço a pessoas que já existiam há anos no celular de um homem, e devolveu um bairro que só existia na boca deles. Nenhuma pessoa real, viva ou morta, é simulada na obra. Toninho Sagatiba nunca existiu. As vozes que juram o contrário são de verdade.

Montagem e finalização em ffmpeg, do primeiro corte ao arquivo final.

Declaração de método completa

Sobre o criador

Ulisses Balbino

Ulisses Balbino é criador, roteirista, diretor e a voz de todos os depoentes de A Saga de Toninho Sagatiba. Comediante underground e contador de histórias desde muito cedo, trabalha em São Paulo, sob a Balba Bossa.

O método começa pela boca. Personagem só vira personagem depois de existir em áudio, improvisado até ganhar cacoete, vício de linguagem e opinião própria. Toninho Sagatiba nasceu assim, em mensagens de voz gravadas no celular para fazer amigo rir, sem roteiro, sem segunda tomada e sem intenção de virar filme. Os depoentes apareceram um por vez, ao longo de meses, antes de existir qualquer projeto.

Da direção à montagem, do desenho dos personagens à finalização em ffmpeg, o piloto foi feito por uma pessoa só, com ferramenta de inteligência artificial no lugar de equipe de arte, cenografia e figuração, nunca no lugar de autoria. A Balba Bossa é dedicada à comédia brasileira de personagem.

Contato

Falar com a produção

A Saga de Toninho Sagatiba está pronta para exibição em piloto e aberta para coprodução, licenciamento e desenvolvimento da primeira temporada.

Ulisses Balbino

Criação, roteiro e direção, Balba Bossa

Cidade
São Paulo, Brasil

Comprador, coprodução e licenciamento Curadoria de festival e imprensa