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A Saga de Toninho Sagatiba, curadoria e imprensa

Cópia de visionamento, declaração de método completa, ficha técnica e o texto que formulário de festival pede, tudo em um lugar só.

Cópia de visionamento

O piloto, 7min46.

A obra ainda não foi explorada comercialmente nem publicada em plataforma aberta, porque isso queimaria janela de ineditismo em festival. Por isso o piloto circula por cópia de visionamento, com senha e sem prazo de validade.

A cópia de visionamento ainda está para ser emitida. Enquanto ela não estiver nesta página, curador, programador e jornalista recebem o acesso direto da produção, junto com o material de imprensa. Não há aqui um campo de código para preencher, porque hoje não existe código que abra: uma porta que não abre com senha nenhuma é pior do que porta nenhuma.

Falar com a produção Material de imprensa

Declaração de método

Completa, para campo de declaração.

Comédia dramática brasileira em forma de falso documentário de depoimentos. Seis depoentes no piloto, dez na primeira temporada, humor de absurdo, e as vozes são todas do próprio diretor.

A imagem do piloto é inteiramente gerada. Não há elenco humano em cena, não há diária de filmagem, e nenhuma locação do filme foi filmada.

Fluxo de produção, na ordem fixa em que roda

  • Áudio original gravado pelo criador
  • Transcrição automática, revisada frase por frase, porque nenhuma transcrição crua entra em prompt
  • Divisão em blocos de fala de até quinze segundos, que é o teto prático de um take
  • Prancha de personagem em três vistas sobre fundo cinza médio, com luz de estúdio uniforme
  • Prancha de objeto em três vistas, sem mãos e sem ambiente
  • Locação em ângulo de três quartos
  • Quadro de referência da cena antes de qualquer vídeo, porque quadro é barato e take é caro, e todo erro se pega no quadro
  • Conferência do quadro em quatro itens: enquadramento, direção do olhar, ação e marcação, identidade
  • Take de vídeo com sincronia labial montada sobre a fala original
  • Conferência automática de completude e ordem da fala
  • Montagem, arquivo e som

Ferramentas

A geração de imagem e de vídeo passa toda pelo Higgsfield, operado por MCP dentro do Claude Code, que é o ponto único onde os modelos são acionados. Por ele: GPT Image 2 para pranchas, quadros e imagens fixas. Cinematic Studio Soul Location para cenários. Seedance 2.0 para vídeo e sincronia labial. Seed Audio 1.0 para a voz clonada. Fora do Higgsfield: AssemblyAI para transcrição e conferência de fala, ElevenLabs para ambiências e efeitos, Adobe Premiere Pro para montagem, som e finalização, e ffmpeg para o tratamento da imagem de arquivo e o processamento técnico.

Números do piloto

Depoentes
Seis, mais um protagonista e figuração.
Locações
Seis.
Takes de vídeo pagos
Trinta e três.
Imagens geradas
Vinte e cinco, entre pranchas e quadros.
Falas complementares
Vinte, sintetizadas a partir da voz do criador.
Créditos de geração
Dois mil duzentos e cinco no extrato pago, com parte dos trabalhos coberta por plano ilimitado e fora desse total.
Elenco contratado
Nenhum. Nenhuma diária de filmagem.

As vozes vêm da garganta do criador

Os depoimentos usam as gravações originais dele, e a sincronia labial foi montada em cima delas, respeitando cada gaguejo, cada risada engolida e cada frase que o improviso deixou pela metade. Nada foi corrigido para ficar mais limpo. Trechos complementares usam clone gerado a partir dessas mesmas gravações, sempre da voz do próprio autor. Nenhuma voz de terceiro foi clonada.

O que é humano: roteiro, direção, decupagem, montagem e desenho de som.

Declaração de transparência

Esta obra é ficção. Nenhum depoente representa pessoa real. Toninho Sagatiba é personagem inventado. Rostos e corpos dos depoentes são gerados e não correspondem a pessoas existentes. O material apresentado como arquivo de época é de duas naturezas: filmagem documental real de domínio público, identificada, e reconstituição gerada, que não é registro histórico e não deve ser tratada como tal.

Os créditos finais e a cartela de transparência sobre o uso de inteligência artificial já estão aplicados em cópia própria, de 524,917667 segundos, com o arquivo anterior preservado ao lado.

Ficha técnica

Título
A Saga de Toninho Sagatiba
Formato
Piloto de série. Falso documentário de depoimentos.
Gênero
Comédia dramática. Causo brasileiro.
Duração
7min46 no corte, que tem 466,541667 segundos e 11.197 quadros. 8min45 na cópia com créditos finais e cartela de transparência, que tem 524,917667 segundos. A duração que se declara é a da cópia que se entrega.
Ano
2026.
País
Brasil.
Idioma
Português do Brasil.
Imagem
3840x2160, 24 quadros por segundo, 16:9, cor.
Som
Estéreo 2.0, 48 kHz.
Elenco de vozes
Um ator, onze vozes. Dez depoentes e uma figura que fala sem depor.
Produtora
Pichorra Filmes, São Paulo, com registro na ANCINE.
Assina na tela
Balba Bossa, um braço da Pichorra Filmes.
Criação, roteiro e direção
Ulisses Balbino.
Montagem, desenho de som e finalização
Ulisses Balbino, em Adobe Premiere Pro.
Vozes
Todas de Ulisses Balbino.
Classificação prevista
14 anos.
Status
Realizado, não finalizado. Ainda pendente: uma correção de nível no bloco da Bubu.
Ineditismo
Obra não explorada comercialmente e não publicada em plataforma aberta.

Material de inscrição

Frase de catálogo, 28 palavras

Toninho Sagatiba desceu a ladeira da Zona Norte de São Paulo e não voltou. Quem ficou jura ter conhecido ele, e cada um conta uma vida inteira diferente.

Sinopse curta, 96 palavras

Toninho Sagatiba foi o homem mais falado de uma Zona Norte que talvez nunca tenha existido assim. Ninguém conta a mesma vida dele duas vezes. Um dia, do nada, sumiu. No piloto, seis pessoas que ficaram sentam na frente de uma câmera para contar quem ele era. Bubu, a mãe. Bianchi, o amigo de adolescência. Claudin, o vizinho de porta. Penugi, o mais novo da turma. Palanque, o bispo. Paráda, o músico. Cada um lembra de um Toninho inteiro e diferente, e lembra com certeza absoluta. Ninguém concorda nem sobre o ano em que isso aconteceu.

Sinopse longa, 255 palavras

Na Zona Norte de São Paulo, entre a ladeira, o botequim e a igreja, existiu um homem chamado Toninho Sagatiba. Ou existiu só na boca de quem conta, e ninguém ali separa as duas coisas.

Sobre o que ele fez, cada um jura uma coisa. Escrevia música em guardanapo e dava de presente. Pagava a conta de todo mundo com dinheiro que ninguém sabia de onde vinha. Traduzia mal, e era por isso que serviam dele. Desceu a ladeira e não voltou. Ninguém viu ele sair. Ninguém achou ele depois.

A série senta na frente de quem ficou. No piloto, seis. Bubu, a mãe, que mora com a tia e acende um cigarro no outro. Bianchi, o amigo de adolescência, boêmio antigo que joga tênis muito mal. Claudin, o vizinho carioca que empresta dinheiro para a rua inteira e quase nunca recebe. Penugi, o mais novo, primo do Claudin. Palanque, o bispo que não ri de nada. Paráda, o músico que toca mal e nunca soube. Na temporada, mais quatro.

Cada depoimento desmente o anterior com a mesma convicção. As datas não fecham, os apelidos trocam de dono, a mesma história acontece em três lugares. Quanto mais gente fala, menos a série sabe quem mente. É esse o problema. O bairro não está lembrando de um homem, está sustentando um.

A mãe paga há trinta anos a conta de uma linha telefônica que nunca toca, porque ele pode ligar. A série não é sobre o homem que sumiu. É sobre quem continuou acordando naquela rua.

Imprensa

O enquadramento, entregue pronto.

Um autor sozinho, em São Paulo, fez um falso documentário sobre uma lenda de bairro usando a própria voz para todos os personagens. Os personagens não foram escritos, foram gravados: mensagens de voz de celular, improvisadas para fazer amigo rir, antes de existir qualquer projeto. Ele é humorista de formação, veio da MTV e do rádio, e faz esses personagens desde que o WhatsApp existe. A atuação é dele e é de verdade; o que não existe ali é roteiro, direção de ator e segunda tomada. A imagem foi construída depois, por cima de uma performance que já existia há anos.

Por que fazer isso com inteligência artificial

A ideia é que o Toninho é um cara que teve mil vidas. Cada um conta uma história dele, então ele pode ter feito e ser qualquer coisa. Eu só preciso que alguém conte uma história dele. Eu sempre achei que devia fazer alguma coisa com esses áudios, e muitos anos depois percebi que com IA eu conseguiria dar vida a tudo aquilo. As vozes são minhas de verdade. A IA fez a imagem, não fez a atuação, eu fiz.

Material de imprensa Cópia de visionamento

Contato

Ulisses Balbino

Criação, roteiro e direção, Balba Bossa

Cidade
São Paulo, Brasil

O endereço de contato da produção ainda não foi publicado nesta página. Assim que ele entrar, aparece no bloco acima, como endereço de verdade, clicável.